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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

NA ESCOLA, SOBRE A ESCOLA E TANTO DELA

Hoje, numa reunião de pais para entrega de avaliação dos respectivos educandos, 40% foi o nível de abstinência.
A hora não serve de desculpa. Fim de tarde, início de noite, com o horário de trabalho já cumprido,
Sintomaticamente, ou não, os pais ausentes foram os dos alunos mais problemáticos e com piores notas.
A dúvida instalou-se no meu espírito...
- Os pais não se interessam porque sabem que os seus educandos são "maus"?
- Os alunos são "maus" porque os pais não se interessam meio átomo pela sua vida escolar?
E no Ministério da Educação? Será que as criaturas, entretidas em impingir modelos errados sobre adjacências ao processo de ensino-aprendizagem, percebem isto, sabem isto, agem sobre isto?
Penso que, face à realidade, lhes será apenas interessante produzirem/decretarem sucesso com base em "artefactos pirotécnicos", quase rigorosamente ao arrepio do que se passa no terreno.
A realidade é demasiado cruel para as suas cabeças e os seus propósitos de "sucesso governativo", num processo completamente artificial que almeja a manipulação do tempo histórico cuja velocidade, já se sabe, raramente corresponde ao que se espera/deseja.
Ainda assim, esta realidade não absolve o desinteresse crónico destes 40% de pais que são, por vezes, os primeiros a vir à escola "pedir explicações" quanto ao insucesso dos seus filhos, algumas vezes fazendo uso de argumentação física perante os professores que sacrificam, quer se goste ou deteste, a sua vida pessoal em prol da escola e dos seus alunos, aguardando nadas, na esperança de que esses pais, todos ou alguns, tenham um rasgo de bom senso e se desloquem à escola para perceberem muito, às vezes quase tudo, do que os seus filhos são ou não são!
Quando tal acontece, o primeiro impacto costuma ser forte na sua frieza.